“Motivos pra desistir você vai encontrar vários, mas para amar só basta um. O suficiente pra você amar loucamente, o suficiente que supera todos os motivos por piores que sejam pra desistir”
“Por favor, cale a boca. Estou tentando me concentrar no que não dizer. Às vezes, uma vírgula estraga todo meu espetáculo. E a falta dela também. Eu fico aqui de pé com esse microfone nas mãos, que aliás, estão tremendo, pensando na melhor entonação à palavra “burro” das minhas anedotas prontas. Eu faço humor. Negro, asiático, mongol, branco, pardo, cacique da tribo tupi-manauá. E essa tribo nem existe. Eu brinco com os meus próprios defeitos e espero minha plateia rir, mesmo sabendo que para mim não é engraçado. Eu esgoto as minhas cotas de auto-humilhação todo santo dia e ainda excedo o limite um pouco mais, só pra me matar pouco a pouco com o que eu não fumei, não bebi, não quis, não fui, não larguei. Mil perdões, caro telespectador, se você não acha a minha tristeza digna de sua audiência. Nada posso fazer. Aqui jaz uma piada (des)graçada.”
“Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem.”
“Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente.”
“Tenho uma amiga chamada Azaléia, que simplesmente gosta de viver. Viver sem adjetivos. É muito doente de corpo, mas seus risos são claros e constantes. Sua vida é difícil, mas é sua. Um dia desses me disse que cada pessoa tinha em seu mundo sete maravilhas. Quais? Dependia da pessoa. Ela então resolveu classificar as sete maravilhas de seu mundo. Primeira: ter nascido. Ter nascido é um dom, existir, digo eu, é um milagre. Segunda: seus cinco sentidos que incluem em forte dose o sexto. Com eles ela toca e sente e ouve e se comunica e tem prazer e experimenta a dor. Terceira: sua capacidade de amar. Através dessa capacidade, menos comum do que se pensa, ela está sempre repleta de amor por alguns e por muitos, o que lhe alarga o peito. Quarta: sua intuição. A intuição alcança-lhe o que o raciocínio não toca e que os sentidos não percebem. Quinta: sua inteligência. Considera-se uma privilegiada por entender. Seu raciocínio é agudo e eficaz. Sexta: a harmonia. Conseguiu-se através de seus esforços, e realmente ela é toda harmoniosa, em relação ao mundo em geral, e a seu próprio mundo. Sétima: a morte. Ela crê, teosoficamente, que depois da morte a alma se encarna em outro corpo, e tudo começa de novo, com a alegria das sete maravilhas renovadas.”
“Meu problema é o medo de ficar louco. Tenho que me controlar. Existem leis que regem a comunicação. A impessoalidade é uma condição. A separatividade e a ignorância são o pecado num sentido geral. E a loucura é a tentação de ser totalmente o poder.”
— Clarisse Lispector – Um Sopro de Vida (via poematiza)
“Sonhos. Todos os têm. Alguns bons, outros ruins. Alguns tentam realizá-los, outros, tentam esquecê-los, ou simplesmente fingem que eles não existem. Alguns de nós, têm apenas pesadelos. Mas não importa o quanto você sonhe. De manhã, os sonhos são interrompidos. A realidade insiste em interrompê-los.”
“Sometimes,
I feel like ripping apart my skin,
and searching for a reason for why
I feel this empty.
Maybe my veins are tangled,
or something is lodged
in my ribcage.
Because it feels like
something inside of me is
missing or broken.”